A dona de um restaurante foi presa após ser condenada a 12 anos de prisão por matar uma funcionária de 19 anos, Ana Vitória Pereira Alves. O crime ocorreu em Catalão, no sudeste de Goiás, em 31 de março de 2018. Adriana Alexina Leal Borges André, a empresária, confessou o assassinato após descobrir que a jovem teria tido um caso com seu marido.

Confissão e Condenação
Adriana se entregou à polícia e admitiu ter matado Ana Vitória com um tiro na cabeça. O crime aconteceu dentro do restaurante após ela encontrar conversas nas redes sociais entre sua funcionária e seu marido. Assim, a sentença de 12 anos foi assinada em setembro do ano passado. Apesar de um recurso da defesa, ele foi negado em fevereiro deste ano.
Prisão e Audiência de Custódia
No sábado (29), Adriana foi presa após um mandado de prisão definitiva ser expedido pela Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Durante a audiência de custódia, realizada na sexta-feira (30), o juiz manteve sua prisão. Atualmente, ela está detida na Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona.
Defesa e Alegações
Além disso, a defesa de Adriana alegou que o caso deveria ser tratado como legítima defesa ou homicídio privilegiado. Eles argumentaram que a empresária agiu sob o domínio de uma violenta emoção. No entanto, o Conselho de Sentença considerou suficiente a prova da qualificação do crime, apontando que Adriana utilizou recurso que dificultou a defesa de Ana Vitória. O laudo pericial mostrou que o tiro foi disparado por trás da vítima e de perto, sem tempo para ela reagir.
Circunstâncias do Crime
Adriana encontrou evidências da suposta traição ao ver conversas abertas no computador de sua funcionária. Em seguida, ela ligou para Ana Vitória, dizendo precisar de ajuda no trabalho. Assim, quando as duas se encontraram no restaurante, Adriana confrontou a jovem sobre o caso com seu marido. A discussão escalou, e Adriana disparou a arma contra Ana Vitória, matando-a instantaneamente. Ademais, o marido de Adriana, que estava nos fundos do restaurante, fugiu ao ouvir o disparo.
Após o Crime
Dessa maneira, após cometer o crime, Adriana correu para sua casa, que ficava a 500 metros do restaurante. Lá, ela pediu à babá para cuidar de seu filho de 2 anos e fugiu. Dois dias depois, a empresária se entregou à polícia e foi indiciada por homicídio.
Nota da Defensoria Pública
A Defensoria Pública de Goiás (DPE) informou que representou Adriana durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal. A DPE não comentou sobre o caso, pois a comarca não possui uma unidade permanente da Defensoria. A acusada poderá constituir sua defesa ou ter um defensor nomeado pelo juízo.
Com informações do G1 Goiás