Catalão (GO) desde a manhã desta segunda-feira (31), está registrando uma manifestação de entregadores de aplicativos. O ato começou em frente às principais padarias da cidade e faz parte de um movimento nacional chamado “Breque dos Apps”.
A paralisação reúne trabalhadores de plataformas como iFood, Rappi e Uber Flash. Eles exigem o reajuste da taxa mínima de entrega para R$ 10. Além disso, pedem o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro rodado, o limite de 3 km para entregas de bicicleta e o fim das chamadas “rotas duplas”.
De acordo com os manifestantes, o valor pago atualmente é muito baixo. Uma entregadora relatou que a taxa mínima de R$ 6,50 está congelada há mais de quatro anos.
“Trabalhamos dia e noite. Muita gente depende do aplicativo. Esse valor é pouco. Queremos que a taxa mínima suba para R$ 10, que o valor por KM seja de R$ 2,50 e que as entregas duplas paguem o valor cheio”.
Outro profissional destacou o aumento dos custos, o que torna a situação ainda mais difícil:
“A gasolina sobe, as peças da moto também. Só o valor que a gente recebe que não aumenta”.
Além disso, há críticas à entrada constante de novos entregadores na plataforma. Segundo eles, isso prejudica quem já atua na área há mais tempo.
“O iFood coloca entregador novo todo ano. Isso afeta quem vive só disso. Eles precisam entender o prejuízo que isso causa”.
No Brasil, a mobilização acontece em várias cidades. Em São Paulo, por exemplo, os entregadores saíram da Praça Charles Miller em direção à sede do iFood, em Osasco.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood e Uber, afirmou que respeita o direito à manifestação. Além disso, disse manter canais de diálogo com os trabalhadores. Em nota, a entidade também defendeu a regulamentação do trabalho por aplicativos.
A expectativa dos organizadores é que esta seja a maior paralisação da categoria, superando o movimento ocorrido em 2020, durante a pandemia.